Limites do Homem

Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2011

Principais causas da Amputação

Existem diversas causas para a ocorrência da Amputação dos membros inferiores e superiores. As mais comuns são de ordem vascular (ex.diabetes e tabagismo), por tumores e traumas decorrentes de acidentes de trânsito, de trabalho. Ainda há possibilidade da ocorrência da Amputação no caso de existir deficiência congénita, infecciosa, malignidade, queimaduras térmicas ou eléctricas e esmagamento.

 

 

Amputação Vascular

Cerca de 75% das Amputações de ordem vascular são em pacientes com obstrução arterial, sendo a população com idade superior a 50 anos a mais afectada.

Nestes casos a cirurgia está associada: a uma elevada taxa de mortalidade operatória, a baixos índices de reabilitação e a elevadas taxas de mortalidade tardia, assim como, a perda do membro contra-lateral.

As principais causas da Amputação Vascular são: o tabagismo, hipertensão arterial, diabetes, sedentarismo, hiperuricemia (presença de níveis altos de ácido úrico no sangue), hiperlipidemia (concentrações elevadas de gorduras no sangue), excesso de peso, antecedentes familiares e stress.

Os pacientes com este tipo de Amputação apresentam uma menor capacidade de cicatrização dos tecidos devido a menor irrigação, o que representa um problema para toda a equipa de reabilitação e cirurgia.

 

Amputação Traumática

A Amputação Traumática é a retirada acidental de parte do corpo. Este tipo de Amputação é comum em acidentes de fábricas, fazendas e acidentes de viação, deles são várias as complicações decorrentes: choque, sangramento, infecções entre outras complicações psicológicas decorrentes.

Quando um membro é amputado parcialmente, podem ainda existir partes de tecido mole para uma eventual reparação. Com o avanço da medicina os amputados podem, a longo prazo, recuperar-se significativamente, através dos novos modelos de próteses, técnicas reparadoras e avanços nos cuidados emergenciais.

Estas amputações necessitam, muitas das vezes, de uma segunda operação cirúrgica do coto com vista à adaptação da protetização.

As Amputações Traumáticas são mais comuns na perna esquerda, relacionando-se com a circulação rodoviária pelo lado direito.

 

Amputação Congénita

A Amputação Congénita é geralmente realizada em crianças e adolescentes. São cirurgias que devem ser realizadas o mais tarde possível, à espera que o indivíduo amadureça para participar na decisão. A sua causa é geralmente desconhecida.

Talidomida é uma droga, usada na década de 50 e 60 contra o enjoo matinal, que foi retirada do mercado após ter sido identificada como causadora deste tipo de Amputação. A Talidomida causava a formação de apêndices semelhantes aos membros de uma foca (focomelia) no lugar dos membros superiores e inferiores.

As crianças, geralmente, acostumam-se com facilidade a utilizar o membro malformado e pode ser criada uma próteses para torná-lo mais funcional.

 

Amputação Infecciosa

Em virtude dos grandes avanços laboratoriais e da medicina, a Amputação Infecciosa tem sido menos frequente.

Uma das Amputações Infecciosas clássicas é a meningite meningocócica, caracterizada por lesões cutâneas importantes que podem causar necroses das extremidades.

As infecções deste tipo de Amputação também podem estar relacionadas a processos traumáticos e vasculares.

 

Amputações Tumorais

As Amputações Tumorais, tal como o nome indica, é provocada por tumores.

Os tumores ósseos malignos como osteossarcoma também são responsáveis pela amputação, especialmente, de partes dos membros inferiores.

O que deve ser tratado numa primeira fase é o tumor para preservar a saúde do paciente e, posteriormente, através de uma equipa multidisciplinar dar todo o andamento necessário para que o paciente volte a ter uma vida normal com essa nova condição em que se encontra.

A incidência é maior em jovens entre os 15 e os 18 anos no sexo masculino e entre os 10 e os 14 no sexo feminino.

As Amputações Tumorais têm diminuído, consideravelmente, graças ao diagnóstico precoce, à radioterapia, à quimioterapia, à utilização de endoprótese, a enxertos e outras cirurgias, assim, com a introdução destas novas abordagens, a sobrevivência global aumentou cerca de 75%.

 

publicado por limitesdohomem às 12:24

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